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05/04/2018 - 09:58
Avaliação do primeiro ano de trabalho diferenciado na produção de leite em Trindade do Sul
Os organizadores ficaram surpresos com a quantidade de pessoas participando, pois além deste grupo, outros produtores foram convidados e todos compareceram, mostrando que certamente mais propriedades vão aderir ao sistema, inclusive saíram do local já com uma programação da área necessária de pastagem para o próximo inverno.

Na noite do dia 01 de março foi realizado um evento na filial de Trindade do Sul, o objetivo principal foi avaliar o trabalho desenvolvido no início de março de 2017 com um grupo de produtores que decidiram mudar a realidade da produção de leite em suas propriedades. Os organizadores ficaram surpresos com a quantidade de pessoas participando, pois além deste grupo, outros produtores foram convidados e todos compareceram, mostrando que certamente mais propriedades vão aderir ao sistema, inclusive saíram do local já com uma programação da área necessária de pastagem para o próximo inverno.

O gerente Anderson Holz e o técnico Josimar José Gobi apresentaram o crescimento que este grupo de produtores obteve no período. Em média foi de 37% a mais de leite com os mesmos animais, sendo que alguns deles cresceram de 70% a 90%, outros não obtiveram muito crescimento em produção, pois já estavam num patamar ótimo em termos de produtividade, mas nestes casos o ganho também foi muito grande, principalmente na redução de custos e melhoria no solo com formação de muita matéria orgânica sobre o mesmo.

Uma das propriedades que iniciou o trabalho foi a de Joelmir e Andreza Cavazin. O produtor apresentou o seu resultado e números para os participantes, e seu depoimento sobre o que aconteceu após tomar a decisão de mudar e pôr em prática o planejamento. “Antes de participar da primeira palestra com o departamento técnico da Cotrisal, onde o técnico Martini nos mostrou que era possível mudar a realidade do leite em nossas propriedades, eu sabia que tinha coisa errada, mas não sabia como sair fora daquela forma de produzir leite. Participamos e naquela noite decidimos que iríamos mudar, seguimos as orientações do Gobbi e do André e hoje estamos muito felizes. Se tivéssemos continuado como antes, com certeza já não estávamos mais trabalhando nesta atividade, pois nosso custo era de R$ 1,08 ao litro e a média era de 17 litros/vaca/dia e hoje o custo está em R$ 0,80, pois a média foi para mais de 25 litros/vaca/dia. Assim, diluímos os custos fixos da propriedade e também reduzimos o teor da proteína na ração. Não adianta ficar reclamando de crises, de governo ou disto ou daquilo, temos que olhar nossa propriedade e fazer o que os técnicos orientam, pois o leite entra pela boca, temos que mudar nossa mentalidade e sair da zona de conforto”, explicou Joelmir.

Todos os produtores tiveram oportunidade de falar e muitos foram bem claros, se não tivéssemos participado daquela primeira palestra no ano passado, provavelmente não estariam aqui hoje, pois já tinham desistido da atividade.

Foi realizado uma avaliação geral dos pontos positivos e pontos a serem melhorados para o próximo ano, erros não ocorreram, mas ajustes precisam ser feitos e se algo não saiu como estava programado com certeza serviu de aprendizagem.

Pontos que tiveram maior impacto nos resultados positivos:

  •       Altas produções de pasto e com excelente qualidade;
  •       Manejo ajustado das pastagens, com piqueteamento correto;
  •       Prolongamento do ciclo das pastagens, onde alguns levaram até metade de dezembro o azevém;
  •       Melhores produtividades de leite, isto teve efeito imediato após o início do projeto;
  •       Diminuição de custos;
  •       Diminuição da quantidade de silagem fornecida para os animais;
  •       Redução da proteína na ração;
  •       Uso de pastagens diferenciadas, azevéns tetraploides e milhetos híbridos;

 

Alguns itens que devem receber ajustes para melhorar os processos:

  •       Dessecação das áreas para implantação das pastagens;
  •       O plantio deve ter um cuidado especial, pois a maioria destes produtores dependem de terceiros para realizar o mesmo;
  •       Adubação de cobertura deve ser melhorada em termos de quantidade em algumas propriedades;
  •       Manejo das pastagens sempre terá algo para ser ajustado;

 

Segundo o técnico Deomir Martini a evolução foi com todos os produtores, cada um com suas particularidades, pois cada propriedade é diferente, possuindo seus limites e suas potencialidades. “Chegar ao final de um ano de trabalho e ver que aquela ideia lançada na primeira palestra lá em 2016 foi posta em prática, principalmente com crescimentos extraordinários em termos de produção de leite e redução de custos, não tem como não ficar feliz, ainda mais ouvindo os relatos de que se não fosse este trabalho muitos não estariam mais na atividade. Além do crescimento dos produtores, temos que destacar a evolução técnica do profissional do Devet sediado em Trindade, Josimar Gobbi, que conseguiu coordenar todos os trabalhos nas propriedades sempre com atenção especial a este grupo de produtores. Agora aumenta nossa responsabilidade, pois pela participação neste evento teremos muito mais trabalho pela frente”, comemora Martini.

 

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