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12/06/2015 - 14:42
Encontro do Clube da Produtividade Cotrisal reúne associados
Produtores, técnicos, gerentes, conselheiros e líderes da Cotrisal estiveram reunidos no dia 11 de maio, no Espaço Florence, em Ronda Alta para mais um encontro do Clube da Produtividade.

O gerente da Unidade de Insumos Agrícolas, Nerun Antônio Lunardi, fez a abertura das atividades e destacou que o objetivo do clube é levar informações atuais e precisas sobre tecnologias e inovações da agricultura moderna, aos produtores que buscam atingir recordes de produtividades em suas lavouras.

O manejo de plantas para alto rendimento foi tema da palestra do pesquisador Elmar Luis Floos e após, Valdecir Marcon falou sobre nutrição e MicroEssentials.

Para Elmar Floss somos o que somos pelas experiências que vivemos. Nesse sentido, na área da biologia conhecer o funcionamento das plantas é fundamental. Ora, tal conhecimento depende dos fatores ambientais. Por sua vez, o manejo diz respeito à ação de trabalhar a planta em relação aos fatores ambientais.

Quanto à soja, trata-se da cultura que mais cresceu no mundo sua importância, dentre outros aspectos, está no fato de que a mesma é a maior fonte de proteína mundial. E, para ser produzida precisa de nitrogênio. Desta forma, a soja é a mais eficiente fixadora biológica de nitrogênio sendo, portanto, uma cultura ecológica. Em sua história, no Brasil, a soja registra um forte aumento de produtividade nas últimas décadas, ganhando 42 quilos/hectare ao ano desde os anos de 1960.

Dentre os aspectos que levaram a tal performance pode-se citar o melhoramento genético, a calagem, a adubação, o sistema de semeadura direta, o controle de pragas, moléstias, plantas daninhas e o advento da transgenia. No momento, estamos na era da agricultura de (com) precisão onde a nanotecnologia eletrônica e biológica ganha forte espaço. Nesse quadro, o futuro será o somatório de tecnologias de manejo. Para tanto, os passos essenciais para se avançar com o manejo é diagnosticar os fatores limitantes que temos nas lavouras, inovar, aplicar e avaliar os resultados, técnica e economicamente.

Isso tudo porque, segundo a FAO, a produção de alimentos, para atender a demanda mundial, terá que aumentar em 60% até 2050. Nesse contexto, a soja precisaria alcançar 600 milhões de toneladas, contra as atuais 300 milhões. Esse impulso na produção dependerá em 70% da produtividade, 20% das novas áreas semeadas e 10% da redução nas perdas na colheita, transporte e armazenagem. Em termos de produtividade, isso significa que a média brasileira deverá subir para 80 sacos/hectare nos próximos anos. Obviamente há riscos importantes para se superar tamanho desafio: pouca fronteira agrícola; riscos climáticos e riscos sanitários.

Assim, a exigência que o produtor de soja tem pela frente é fazer o ótimo, dando conta de entender e gerenciar os 53 fatores que influenciam nos altos rendimentos. Dentre eles tem-se os fatores promotores (escolha da cultivar, qualidade das sementes, semeadura...) e fatores mantenedores (o uso de herbicidas, fungicidas e inseticidas...). Paralelamente, o produtor precisa entender que a planta necessita de um bom sistema radicular, sendo a folha a fábrica da planta, ou seja, o nutriente deve chegar à folha. Por sua vez, a genética alterou muito o processo de desenvolvimento da planta de soja. O ciclo se reduziu em um terço e a área folhear tornou-se menor. Ao mesmo tempo, o rendimento duplicou e mesmo triplicou em alguns casos, com um maior número de vagens por planta.

Nesse processo, a exigência é melhorar as propriedades químicas do solo, assim como suas propriedades biológicas. Soma-se a isso a qualidade da semeadura, a qual passa pela profundidade, a velocidade e a distribuição espacial do processo de plantio. Igualmente, deve-se ter um equilíbrio nutricional, ou seja, a relação entre os nutrientes colocados à disposição da planta de soja. Para tanto, a nutrição/adubação é fundamental, sendo falsa a ideia de que a soja retira todo o nitrogênio do solo.

Entretanto, o produtor jamais deve negligenciar a importância da semente. A mesma é o único insumo vivo que chega à propriedade. Isso significa que o produtor rural não deve realizar economia de sementes. Quanto maior o vigor da semente, maior será o rendimento médio da planta. No caso da soja, a cada 1,5% a mais de vigor da semente aumenta-se um saco de rendimento por hectare. A qualidade da semente acaba sendo o elemento mais importante para o sucesso de uma lavoura.

Floss destacou também a necessidade de maior rigor no controle de pragas e doenças, já que o clima não se domina. Isso significa que o produtor deve ter maior cuidado com a tecnologia de manejo. Soma-se a isso a necessidade de um equilíbrio hormonal. Em síntese, a rentabilidade das lavouras está relacionada com a adoção de um sistema de produção, onde conhecer os processos fisiológicos e suas interações é essencial. Quanto maior a rentabilidade mais necessidade haverá de tecnologia. Nesse sentido, a pequena propriedade somente se viabiliza com tecnologia, obviamente adequada a suas características.

 

 

 

 

 

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