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20/07/2015 - 14:50
Workshop destaca manejo de doenças na cultura de Trigo
Produzir trigo é tarefa bastante desafiadora, pois somos um país essencialmente tropical e não temos uma região de clima temperado e regular como o trigo requer. Os altos níveis pluviométricos em algumas regiões tritícolas, aliada a alta incidência de pragas e doenças, são alguns dos desafios técnicos para a cultura no Brasil.

Pensando nisso, o Detec realizou no dia 18 de junho um Workshop sobre trigo. Segundo o Gerente da Unidade de Insumos, Nerun Lunardi, o objetivo da atividade foi trazer informações sobre o manejo de doenças na cultura e algumas inovações da área deixando nosso produtor informado sobre esse importante assunto.

Para falar sobre o manejo de doenças na cultura do trigo, esteve palestrando no Workshop o Engenheiro Agrônomo Ricardo Trezzi Casa, que é doutor em Fitopatologia e professor do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Conforme Trezzi, os triticultores enfrentam um problema recorrente na região, as manchas foliares, que causam redução de produtividade e de qualidade dos grãos, têm forte ocorrência no Rio Grande do Sul, devido às condições climáticas favoráveis, e principalmente em lavouras de trigo onde não se pratica rotação de culturas. Segundo Casa, “Os danos percebidos pelo produtor com a infecção de manchas foliares são: redução do rendimento de grãos e de sua massa, redução da qualidade das sementes e aumento da incidência de fungos necrotróficos associados à semente”.

Assim, para fugir à regra de infestações na lavoura e não amargar prejuízos é fundamental praticar o manejo integrado, que começa com o tratamento de sementes, forma segura de proteger os primeiros estágios da planta, onde é definido o potencial da lavoura, passa pelo monitoramento constante do plantio para detectar os primeiros sinais da doença, e também utilizar preventivamente fungicida apropriado a cada cultivar.

Neste sentido, a prática de manejo preventivo que obedece a um calendário específico, respeita os estádios do trigo e é adequado a cada cultivar, configura uma proteção importante para os produtores obterem uma boa safra e com um grão valorizado pelo mercado.

Doenças do trigo - A mancha amarela no trigo é causada pelo fungo Drechslera tritici-repentis e sua infecção interfere na eficiência do processo de fotossíntese da planta. A doença tem se destacado como de difícil controle. Sua recorrência na triticultura está atribuída à habilidade do patógeno, que sobrevive facilmente em restos culturais e em sementes. Sua incidência é, portanto, acentuada pela prática da monocultura. Temperaturas entre 18º e 27ºC e precipitações freqüentes, com períodos de molhamento foliar de 24 a 48 horas, favorecem o estabelecimento do patógeno. Por estes aspectos, os ciclos de infecção podem ocorrer em intervalos de 10 a 14 dias. Ainda segundo o professor Ricardo Trezzi Casa, “As medidas de controle mais recomendadas são: rotação de culturas com espécies não suscetíveis ao patógeno, uso de sementes sadias, uso do tratamento de sementes com fungicida específico e controle químico por meio de aplicação de fungicida nos órgãos aéreos”, finaliza Casa. 

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