Cotrisal é pioneira no Estado na implantação de biodigestores

Em 1997, a Cotrisal iniciou com a construção da Unidade Produtora de Leitões - UPL, visando posteriormente fornecer leitões de melhor qualidade genética aos associados.

No ano de 2005, foram investidos mais 12 milhões de reais na ampliação final do projeto, com a construção de mais 20 pavilhões para gestação, maternidade, creche e terminação de suínos, tornando-se um dos maiores empreendimentos de suínos do Brasil e pioneira no Rio Grande do Sul na implantação de biodigestores.

Ocupando uma área de 33 hectares, com 42.000 m² de área construída, neste local estão alojadas 6.450 matrizes e mais de 40.000 leitões, onde os associado possuem à disposição um plantel anual de 150 mil leitões para terminação.

A partir do ano de 2005, a Cotrisal passou a utilizar um sistema moderno no tratamento de dejetos dos suínos, com lagoas de decantação e biodigestores, e para os animais mortos o sistema de compostagem.

Preservação do meio ambiente

A Cotrisal em parceria com a empresa responsável pelo projeto, Orbe Brasilis, realizaram em dezembro de 2005, o credenciamento da cooperativa para a comercialização de créditos de carbono conforme o tratado de kyoto. Cujo tratado é um acordo internacional que estabelece metas na redução de gases poluentes para os países industrializados.

Em 2006, a Cotrisal realizou uma Audiência Pública com o objetivo de mostrar para autoridades e a comunidade o projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL, implantado na UPL, através de 3 biodigestores.

O projeto MDL irá captar o gás metano proveniente dos biodigestores e queimá-lo para geração de energia elétrica e calor. O excedente do metano será queimado através de um flare automatizado. Com este sistema, a Cotrisal poderá comercializar Créditos de Carbono com os países poluidores, durante um período de pelo menos 10 anos.

Os dejetos oriundos dos animais quando não recebem um tratamento adequado, são potencialmente prejudiciais à saúde do homem e do meio ambiente, influenciando negativamente na qualidade de vida das pessoas. Porém, com este tratamento, propicia ao produtor rural continuar com suas atividades de forma sustentável e sadia, aproveitando também o biofertilizante nas lavouras e pastagens.

A implantação do sistema de biodigestores tem se destacado na atividade pecuária, pois a venda de crédito de carbono agrega renda para o produtor. O protocolo de Kyoto é um acordo das Nações Unidas e dos países em desenvolvimento, onde os países que produzem em excesso gases de efeito estufa, têm uma cota de responsabilidade para reduzi-los até um prazo pré-determinado, podendo transferir sua cota para os países menos poluidores, onde a moeda de compra e venda é o Crédito de Carbono.

Energia limpa e processo adequado na agregação de valor

Na UPL foram implantados os biodigestores feitos com manta de PVC (lona especial) que impermeabiliza a lagoa onde são lançados os dejetos dos suínos.

Ao todo são três biodigestores com o volume de 9.383 m³ de dejetos em fermentação, produzindo 13.800 m³ de biogás diário.

Os gases armazenados nos balões são conduzidos por tubulações até o parque de máquinas, onde encontram-se quatro motores acionados à gás, com geração de 300 KWA de energia.

 

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